SÃO SEBASTIÃO DE OUTRORA

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Festa na Manoel Pedro

Estava me lembrando aqui, revivendo o passado – “ser de novo adolescente, fazer planos pra nós dois, rabiscando guardanapos, me sentir apaixonado, pra dizer que eu te amo”, como na música*. Desculpem se insisto no passado, mas é que minha vida reside 99% no passado e 1% no presente, no agora. De futuro ainda não tenho nada. Só sonhos e promessas.

E claro que o assunto é a Festa de São Sebastião de Dona Inês em sua 83ª. edição – na parte de festa de Rua. Da parte da festa religiosa, está tudo certo.

Pra começar, parece que a festa é somente para os jovens.

Hoje, o que falta, a meu ver, para a festa ser parecida com as antigas e agradar a adultos e jovens é o “espaço reservado para os casais dançarem’ e o “moído, a muvuca do leilão”. Tem música, tem banda boa, tem mulher bonita, tem espaço para sentar e beber, tem adulto, tem idoso, tem criança, mas não tem o espaço certo para se engatar os namoros com romantismo e vez para os tímidos e moçoilas de família, para os brincantes de outrora se divertirem. Resume-me mais do que tudo a assistir show e beber com os amigos.

E na verdade poucos assistem aos shows de verdade, pois a visibilidade, o barulho no entorno, a falta de conforto, o empurra-empurra e o passa-passa contínuo e frenético não permite atenção e concentração.

Pensando na saúde e na segurança geral, sou de acordo que as festas deveriam iniciar mais cedo, às 8 horas – precisamos re-acostumar o povo a começar cedo – e terminar no máximo às 3 da madrugada – deixando aí 2 horas de noite para os casais aproveitarem onde bem lhes aprouver. Sim, porque depois das 3h, o que se vê é uma multidão de pessoas embriagadas, correndo perigo de uma briga generalizada.

Depois de um dia em claro e uma noite de bebedeira, o sono pede espaço, o corpo já entra em parafuso, os sentidos não são mais os mesmos, perde-se o senso e a imunidade, e isso se repete por 3 dias. Então, não se aproveita bem o fator festa, comemoração, mas na verdade, foge-se da realidade, maquila-se um momento importante com tons fictícios. E o que resta da grande festa? um porre, uma ressaca. Uma sensação de overdose que merece ser repetida no próximo ano. O jovem aguenta, eu aguentei, mas é o álcool dominando. Retire-se o álcool e o que fica? E de valor mesmo? ahn? o quê?

A festa é ótima, é muito bom reencontrar os amigos, mas precisamos de dançar, de conversar mais, de cuidar da saúde.

(*) Moldura – de Byafra – trechos da música.

Geraldo Guilherme, para a Voz da Serra

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Sobre g. g. carsan

comunicador, escritor, fotógrafo e webdesign
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