Estou Interessado Nisso – interesse próprio

Começo apostando que você, caro leitor, está interessado em saber o que vou escrever abaixo somente atraído pela palavra interesse, e talvez, quase certamente, termine totalmente desinteressado. O intuito, o objetivo, o alvo é medir o interesse nas coisas.

O mundo é muito complexo, multimídia, ultra diversificado. Centenas de profissões, línguas, países, doenças… milhares de cidades, de animais, de políticos, de presos, de praias… milhões de corruptos, de bandidos, de advogados…  bilhões de pessoas, de estrelas, de cargos. Perceberam como se torna complexo? e então, cada qual vai moldando ao longo da vida os seus interesses nisso, naquilo, isso não interessa, aquele tô fora, disso não quero nem saber.

justa-causa

Mas vivemos num mundo moderno onde tudo está coligado, uma coisa puxa a outra e precisamos estar ligados também, pois tudo o que acontece no Planeta Terra nos atinge e nos afeta, em menor, médio ou maior grau. Sim, verdade. Pode acreditar! Por exemplo, quando o preço do arroz cai lá na China, afeta os preços no resto do Mundo, até chegar no supermercado da esquina da sua rua, numa cidadezinha do interiorzão do Piauí. Quando o preço do petróleo varia alguns centavos lá na Bolsa de Nova Iorque, nos Estados Unidos, vai mexer com os preços do seu orçamento mensal, pois teremos alteração de preços da gasolina (você tem ao menos uma moto, né?), no preço do botijão de gás (você ainda cozinha em casa?) e isso lhe afeta se cozinhar em casa ou se comer fora da mesma forma, pois o restaurante também altera seus preços.

Acontece que a maioria das pessoas só interessa nas coisas mais importantes do seu ‘derredor’ e deixa as outras de lado, não tá nem aí, “que se exploda o Mundo que não me chamo Raimundo”. E faz isso desrespeitando as leis, fazendo de conta que não existe lei, quando é para levar vantagem. E desrespeitando os bons costumes quando as consequências cairão nas costas de outros. Enganando outras pessoas que sejam incapazes de perceber os golpes ou ambiciosas ao ponto de cair em conto do vigário.

Desrespeitando as leis, cito as de trânsito e as de corrupção, que causam tantas mortes, doenças e prejuízos ao país, às famílias. Desrespeito aos bons costumes são as depredações e ataques ao meio ambiente, as sujeiras nas ruas, o embate com o vizinho, o avanço nas propriedades privadas. Enganando pessoas temos o estelionato, as apropriações indevidas, as falsidades ideológicas, os golpes ardilosos de familiares e de autoridades, as fofocas e boatos para derrubar alguém.

Em nome do tal interesse próprio, vemos e ouvimos todos os dias nos noticiários as descobertas de quadrilhas roubando o erário público, as instituições, as associações, as residências. Vemos pessoas, homens adultos, estudados, brancos, com nome de família renomada praticando absurdos contra a lei, contra a ordem, contra Deus, apenasmente para alcançar o que não tem e que também não tem coragem ou ferramentes lícitas para conseguir.

O tal do interesse fez os homens se perderem ao longo do tempo. Colocar o ‘eu’ acima de tudo e de todos levou o homem para um caminho sem glória. Os valores como ética, moral, merecimento, honra, honestidade, altivez, reputação, perderam espaço para ‘o jeitinho brasileiro’, para ‘a lei de Gerson’, para o “quanto pior, melhor’, para o “quero que se exploda’. O que temos contemporaneamente são os valores verdadeiros invertidos, aviltados, pelo avesso, dando lugar aos valores negativos, que tem a falsa virtude de fazer parecer tudo muito bom no curto prazo, que obram resultados rápidos, que permitem sensações novas, porém, que não se sustentam, pois uma vez baseados em pilares falsos, sucumbirão rápida e ruidosamente. Os homens poderosos do interesse próprio, são temidos, odiados, invejados, amaldiçoados, e quando caem, todos aplaudem de pé, pois prezam por sua ruína a cada por-do-sol.

A lição que fica de tudo isso é que podemos sim trilhar um caminho de glória fazendo as coisas direito, com trabalho, determinação, com Deus no coração, com dignidade, com segurança, para colhermos frutos dignos, seguros e firmes. Tudo o que for feito honestamente gerará bons frutos e prazeres eternos. Tudo o que for feito baseado no interesse próprio, pisando terra e gente terá o fracasso como total quando passar a régua.

Quando a gente faz a coisa certa, as escolhas adequadas para uma vivência exemplar, participa da sociedade com ideais de melhorias e desenvolvimento buscando a plenitude de tudo e de todos, os resultados vem, a gente cresce grandemente de forma idônea e altaneira, com a sustentabilidade necessária para ser por toda a vida, e vemos que vale à pena, porque somos respeitados pelo que somos, pelo que fizemos, pelo que representamos.

Reflexão é coisa boa! Isso é do interesse de todos!

G. G. Carsan – novembro de 2016

Sobre g. g. carsan

comunicador, escritor, fotógrafo e webdesign
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