Brasil – Mundo Cão levou Vivianny Crisley

Agora foi ela, foi a amiga Vivianny que nós perdemos, a família perdeu a filha, a irmã, a mãe, a tia. A empresa perdeu uma ótima empregada. A cidade, o Estado, o País perdeu mais uma cidadã. Uma mulher cuja vida foi abruptamente ceifada e largada num matagal nas proximidades, na periferia de Jampa City.

Depois de quase um mês desaparecida, de muitos movimentos e pressão comunitária, como se vê na imagem, apelos diários na TV, surgiu um telefonema anônimo e um corpo foi encontrado. Agora a justiça entra em cena. Objetivo: pegar o assassino.

Mas não basta! temos que forçar o governo a nos proteger. Vivemos em guerra civil declarada entre os cidadãos de bem e o mundo do crime, uma guerra disfarçada por estatísticas. Se as polícias não dão conta, então precisamos do Exército nas ruas. Precisamos de mais verba para combater o crime.

De que adianta educação e saúde com altos orçamentos se a população morre à míngua por homicídios e acidentes às centenas de milhares todos os anos, gerando além do prejuízo incalculável, o esfacelamento e desestruturação das famílias? Os fatores medo, insegurança, incerteza, geram doenças, geram stress, geram submissão ao tráfico.

O que temos é um país de trabalhadores civis amedrontados morando em casas-fortalezas eletrificadas e protegidas por cães e segurança privada e bandidos-milícia soltos mandando e desmandando nas ruas de todos os rincões nacionais. Tomaram conta de tudo.

O que vemos é o governo comemorar quando os índices, que não são confiáveis, não mesmo, pois conhecemos a arte de maquiar números e estatísticas para enrolar, ludibriar e acalmar a população, caem um, dois pontos percentuais. O que significa para quem perdeu um ente querido que em 2016 tenha havido menos 2 mortes do que em 2015, sendo que ao todo morreram mais de 50 mil pessoas assassinadas em cada ano? É trágico ou não?

Agora ficar reclamando e chorando e mandando pêsames em redes sociais não resolve. Ajuda a mostrar o problema, mas como é um problema de todos, então todos tem que ir pras ruas exigir, não é pedir, mais segurança, muito mais segurança. Enquanto ficarmos só falando, não farão nada. E ao mesmo tempo precisamos da reforma do Código Penal, para ser muito mais duro e rápido na aplicação da lei. Taí, pra manter essa nova máquina trabalhando precisaremos pagar mais, e acredito que todos pagarão um pouco mais de impostos se for para ter uma vida segura e tranquila.

Avante, amigos! que a morte covarde de Vivianny Crisley sirva de pontapé inicial para uma mudança nesse Brasil.

Uma pergunta que fica: Qual o Brasil que nós queremos?

Descanse em paz amiga, lembraremos esse seu sorriso e alegria de viver. Minhas condolências à sua família. Deus lhe dê o merecido consolo.

G. G. Carsan, enlutado, entristecido, enraivecido.

Sobre g. g. carsan

comunicador, escritor, fotógrafo e webdesign
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