CERTEZA DO QUÊ?

Caros amigos, confesso que às vezes fico sem saber como agir, como pensar, como decidir, como escolher diante de tantos casos e tantas bandidagens… sei apenas que tenho que pagar. Está tudo embaralhado, o caldo formado por água pura, veneno e pó está bem misturado e fica dificílimo compreender o mínimo necessário para se posicionar.

Que bom se acontecesse só comigo. Acontece com todo mundo. Tudo bem que uma grande parte nem se preocupa como o resultado final irá lhe prejudicar ou favorecer. Quem sofre é quem consegue pensar um pouco e tenta entender o caudaloso córrego que teima em destruir tudo o que de bom se fez ao longo dos séculos.

Vamos pegar um exemplo clássico para clarear um pouco as ideias. O carnaval carioca e suas escolas de samba, que segundo noticiado hoje, receberão 2 milhões de reais por agremiação (creio que do Grupo Especial) para viabilizar o evento. Se são 12 escolas, lá se vai 24 milhões. E as 14 escolas dos grupos A e B também deverão receber uma boa quantia. Vamos fechar esse conta em 30 milhões? Fechado! Vamos aos comentários inquisitórios:

1 – Quem está pensando só no sistema falido da saúde carioca e é vítima real do descaso e do sofrimento constante, dirá que não deveria ajudar carnaval e sim aplicar na Saúde pública; Esse cidadão vive num mundo à parte, fodido, mal pago.

2 – Os carnavalescos tratarão de ajoelhar-se de um lado em nome da importância do carnaval para o Rio de Janeiro, a tradição, os turistas e suas gastanças na cidade, os empregos gerados no período, etc., e de ameaçar romper com o sistema e tal se a verba desaparecer, deixando o político amedrontado.

3 – O povão dividido, uns querendo mais investimentos na saúde e a parada total da roubalheira, outros querendo folia e tradição. Como a juventude tem mais acesso às mídias, fala mais alto querendo festa.

O governante, coitadinho, lá pensando como tirar proveito próprio da situação para os próximos rounds que tem pela frente, ou seja, quebrando a cabeça para se reeleger na próxima eleição. É uma sinuca de bico pra todo mundo.

Para quem consegue pensar um pouco, existem várias saídas e nessa hora é preciso ser sério, honesto, inteligente, justo, humilde… ou seja: fazer a coisa de forma verdadeira em prol do povo, sem falsas ilusões, com responsabilidade. Uma saída bastante leal e justa seria aquela em que os governantes atuariam com os cinco princípios da administração pública bem na frente dos olhos e do coração, são: impessoalidade, legalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

Não é o que temos visto por aí… Diante desse celeuma, qualquer um fica perdido no meio das discussões que pipocam de toca parte, cada um gritando mais alto, cada um opinando a torto e a direito em mídias sociais e formando adeptos das suas ideias, outros jogando dados fictícios para gerar tumulto… um “salve-se quem puder generalizado”. E no meio de tudo isso, os políticos bem assessorados e auto-protegidos pelas leis que criam em benefício próprio, vão tecendo as suas teias e amarras, nós e conexões para se dar bem em qualquer tempo e lugar.

E o Brasil segue transformado numa Zorra, numa terra de ninguém que sobrevive de dançar ‘agora’ o axé do baiano na folia.

G. G. Carsan

 

Sobre g. g. carsan

comunicador, escritor, fotógrafo e webdesign
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