CHUVA E FRIO NA SERRA

Caros amigos da Serra,

A falta de chuvas na região meio que me deixou preguiçoso para escrever. Desde 2011 que as chuvas teimavam em não se precipitarem nesta parte linda do Planeta. E, embora a vida continuasse sempre bela, faltava um tico de verde esperança para tocar a vivência e os escritos.

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Mas passado o mês de Junho, com a desesperança já impregnada nos semblantes dos paraibanos dessas plagas, onde os reservatórios secaram todos e pela primeira vez em muitas décadas se vislumbrava uma seca terrivelmente medonha, com a fome imperando para os animais, com a falta d’água a impor os mais tenebrosos sofrimentos, limitações e por fim mortes… choveu!

Julho chegou como uma virada espetacular e tratou de desdizer todos os ditos malditos. Seca virou molhado, riacho tá virando rio, mato cinza agora é verde. Os cantos lúgubres dos pássaros mudou para festivais de sons e voos rasantes e acrobáticos.

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As barragens estão recebendo água. Onde restava o volume morto de barragens secas já se alcança o sangradouro ou senão vai subindo o nível de encontro ao céu, de onde vem. Há duas semanas que chove fino e grosso, chuvisco e torós, mesmo sem o clarão e os tiros dos trovões. Cadê? venham cá seus belos fenômenos! 

Depois de 5 anos, o rio Curimataú viu água correndo nas suas veias. Foi de uma alegria incomensurável e de uma visão espetacular, que tão grande acontecimento tenha vindo nesse ano de dificuldades econômicas para todo o País. Água é vida e quando ela abunda é sinal que estamos com créditos e saldo em conta com o Paizão que a tudo controla e concede.

Dona Inês tem recebido muitas chuvas, o verde impera e as cisternas estão cheias, os barreiros pegando água e a temperatura deu aquela caída que obriga todos a se agasalharem na parte da noite, quando desce a 18 graus e apresenta um vento cortante, frio, que perturba a pela acostumada com o calor de 30 graus, na maior parte do ano.

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A paisagem verde coberta de branco pela neblina tem sido o grande barato desse período que incentiva as caminhadas de inverno, as comidas quentes e as vestimentas pesadas, como forma de enfrentar com saúde e humor, além de beleza. Os 19 graus da Serra de Dona Inês tem motivado as mais saudáveis ideias de planejar verdadeiramente o turismo.

Algumas cidades vizinhas tem apostado nesse ramo de atividade e alcançado bons resultados. Dona Inês não pode ficar para trás. É preciso aproveitar essa característica natural que se apresenta na Serra, visando melhorar a vida dos envolvidos e promover a cidade e a saúde dos cidadãos com caminhadas, pedaladas, rapéis e outros esportes de aventura que possam ser explorados e desenvolvidos na região.

Geraldo Guilherme, para a Voz da Serra.

Sobre g. g. carsan

comunicador, escritor, fotógrafo e webdesign
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