Arrasta pé e fogueiras

Caros amigos da Serra,

34_152429Tem tanta fogueira tem tanto balão
Tem tanta brincadeira
Todo mundo no terreiro faz adivinhação
Meu são joão eu não meu são joão eu não
Eu não tenho alegria
Só porque não vem, só porque não vem
Quem tanto eu queria

A Prefeitura Municipal na administração Semeando um Futuro Melhor tem realizado e patrocinado os festejos juninos dentro do São João Tradição, que busca a promoção das festas culturais, envolvendo a maior parte da população. Este ano, foram realizados vários eventos para movimentar e alegrar o nosso povo, tão batalhador e forte, que adora festejar o São João.

Dia 20 de junho, aconteceu o São João do Lucena, no colégio; dia 21 foi a vez da festa no Sítio Cozinha com quadrilha e musical de Neco Lobão e Banda; em 22 de junho foi o forró no Espaço da Juventude animado por Luís Paulino e também Forró na Dela – com apresentação de quadrilha; na manhã do dia 23 aconteceu a 7ª. Cavalgada Ecológica organizada pela ADESPADI, com apoio da Prefeitura – seguida de recepção na Pousada para os participantes e à noite, no Sítio Pimenta aconteceu a grande festa animada por Eziélio Show, levando muita gente da cidade a dançar forró a noite inteira.

Os filhos da Dona Inês tem muito que se alegrar quando o assunto é pautado pelos festejos de São João, santo padroeiro do nordeste. Foi um fim de semana muito animado e curtido por todos os habitantes, que participaram de diversos eventos na cidade e nas comunidades, e até as festinhas familiares em cada casa, iluminada e aquecida pelas tradicionais fogueiras na frente de cada endereço.

O dia 23 começou com muita movimentação – após um 22 chuvoso e cheio de prenúncios de um festejo molhado – a dos cerca de 200 cavaleiros que há 7 anos participam da Cavalgada Ecológica, que sai da cidade e retorna ao ponto de início, circulando pela Mata do Seró, nossa reserva de Mata Atlântica que ainda resiste ao tempo e aos desmatadores. Dessa vez, foi construído um bar-palhoça na divisa da mata e ali cavaleiros e ‘motoqueiros’ puderam confraternizar e descansar um pouco ao som de um forró danado de bom do sanfoneiro Jurandir e grupo.

No retorno à cidade, mais uma entrada triunfal e com os cavaleiros perfilados 3 a 3, numa longa fila indiana atravessando a cidade sob muitos olhares, puxados por um carro de som onde um profissional fazia ‘aboio’ e a chegada a Pousada onde foi oferecida uma feijoada para os participantes, novamente ao som mágico do forró e de muita animação. O cortejo era puxado pelos cavaleiros Antonio Justino, João Idalino, Antonio Barros e Humberto Henrique (Dodô).

A tarde foi de descanso para alguns e de preparativos para todos que precisam preparar as pamonhas e canjicas, e arrumar a lenha porque logo mais a noite havia a fogueira, os milhos assados, as conversas em volta do fogo, os rojões e bombas, tracks e mijões para soltar e vestir as roupas típicas – camisa xadrez, calça surrada, chapéu e botas para ir ao forró, que nessa noite foi na Estação Pimenta, ponto tradicional de festa.

O tempo que vai do anoitecer até a hora de ir para a festa é a melhor e mais importante, porque é quando a família se reúne e unida revive grandes momentos de paz, de camaradagem, de trocar ideias, de aconselhamento, um pouco de fofoca e até projetar novos voos futuros. E nem todos vão à festa e prolongam esses momentos em volta da fogueira, assando milho e tomando uma bebida, soltando fogos. Parece simples, mas é uma prática muito presente e forte na cultura nordestina.

A Pimenta não era malagueta, mas estava quente de verdade, no que diz respeito à animação do pessoal, que foi chegando, ocupando as mesas e comprando bebidas e comidas, reunindo amigos e familiares e formando vários grupos. O som já estava com toda gota e os forrozeiros se movimentando, marcando espaço com as moçoilas e tudo se ajeitando para uma noite muito animada. Um a um os amigos e familiares vão chegando, confraternizando e entrando no ritmo.

A grande família Pia estava toda presente, animada, dando as boas vindas a todos e entre os festeiros de São João estavam o Prefeito Antonio Justino, o Vice João Idalino, os Vereadores Demétrio e Luís Alves, com as respectivas esposas e também muitos Servidores, Professores e Empresários. Tinha também gente que veio de longe, da Capital, de cidades vizinhas, gente vinda do Sudeste. Também deu pra sentir a falta de muita gente, mas certamente não compareceram devido ao cansaço de uma jornada muito forte durante o dia.

E vem o dia! O dia do santo João, mais um dia de sol na Serra, um dia para se descansar e para mais um almoço em família, com os homens comentando os causos do dia e noite anterior e as mulheres na cozinha, entre conversas, sons de louças e talheres e preparativos do almoço. E assim, persiste no tempo a tradição de São João com o som inconfundível do forró.

Gostaria de aproveitar para fazer um registro histórico, negativo, mas que se faz necessário: Apesar das chuvas na Serra e na região, o Rio Curimataú continua seco. Não há água correndo rio abaixo. O rio não aguentou a construção de barragens e hoje é praticamente um rio morto, infelizmente.

Geraldo Guilherme, blogueiro.

Sobre g. g. carsan

comunicador, escritor, fotógrafo e webdesign
Esse post foi publicado em Cultura na Veia e marcado , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s