Brasil Ganha Prata no Futebol

Caros amigos da Serra,

A participação brasileira nas olimpíadas 2012 serviu para mostrar que nem sempre o mais famoso, o mais querido, o maior… vence. Aliás, em olimpíadas, a representação brasileira nunca alcançou o melhor resultado. Mesmo assim, chegou 3 vezes em segundo lugar, que já representa uma grande façanha.

SELEÇÃO DE PRATA

Mas ao invés de procurar um culpado para jogar toda a nossa raiva, nossa decepção, como sempre fazemos, vamos analisar o que realmente falta? Ora, quando o favorito não vence e deixa um menos favorito vencer, é porque algo está errado. Não necessariamente ‘quem’, mas provavelmente ‘o que’.

No caso da nossa seleção olímpica, exceptuando-se que sempre temos nossas preferências por esse ou por aquele jogador, ocorrem diversos fatores que contribuem para não se conseguir o ouro olímpico. Quais são?

1 – a nossa famosa falta de entrosamento ocasionada pela reunião de jogadores que atuam em diversos países, com salários milionários, e que chegam à Seleção visando apenas a sua vitrine; devia ser proibido chamar mais do que 3 jogadores que atuam no exterior e dar vez e oportunidades para os pratas-da-casa.

2 – a convocação e reconvocação de jogadores que sabidamente atuam bem apenas nos seus clubes, onde são entrosados e jogam contra adversários de baixo valor; que me perdoem, mas futebol é em campo de terra, não é na água, portanto, jogadores como Pato e Ganso não deveriam ser convocados, (kkkk)… eles tiveram chances e não corresponderam.

3 – achar que é o melhor do mundo no futebol, achar que já ganhou, não dando o devido valor ao adversário, como ao entrar em campo com sonolência e sofrer um gol aos 28 segundos de jogo, botando todo um projeto e planejamento a perder; onde que isso é culpa do técnico?

4 – não ter uma disciplina tática eficiente e de conjunto, achando que as coisas se resolvem individualmente, como é o caso de ter sempre um jogador a quem idolatrar e achar que vai resolver tudo sozinho; já vimos diversas vezes que isso não funciona porque não tem mais seleção boba e os medalhões são bem marcados.

5 – imaginar que os adversários estão parados no tempo enquanto não fazemos nada, quando na verdade estão trabalhando muito duro com o objetivo de nos vencer, de nos ultrapassar – e alguns vem conseguindo, como são os casos de França e México.

6 – nos últimos tempos não temos vencido nem França nem México e fomos derrotados por Venezuela, por Honduras e outros times pequenos por aí.

7 – faltou mais determinação, garra, foco, trabalho, sangue frio e vamos parar de culpar o técnico porque não colocou esse ou aquele jogador, pois já vimos que muitos jogadores tão pedidos pela torcida entram e não fazem nada.

Mas é bom frisar que ser vice-campeão olímpico é muito bom, é uma honra, é um feito muito grande. Chegar em segundo numa lista de mais de 180 países é uma façanha para muito poucos. E se não chegou em primeiro é porque não teve a competência necessária. Com certeza, os atletas mexicanos ficariam muito honrados se ficassem em apenas segundo… já os brasileiros não concordam, aceitam com um engasgo e com choro, injustificado, diga-se de passagem.

E esse exemplo da nossa Seleção deve ser bem compreendido por todos. Para ser primeiro no futebol é preciso ter a competência necessária. Isso significa ter conjunto, treinar mais, ter disciplica tática, auto-controle, ser eficiente na defesa, ter um meio-campo soberano, definir as jogadas positivamente e não com ‘quase entrou’, ‘quase foi gol’, ‘se fosse com mais força’… isso não conta.

Vamos fechar esse assunto assim: Quem vence não é quem dribla mais, não é quem chuta mais, não é quem bate mais escanteios, não é quem corre mais. A seleção olímpica mexicana foi campeã hoje sem fazer nada disso. Simplesmente conseguiu 3 boas oportunidades de gol e converteu 2. Pronto! não precisou de mais nada. Não deu pontapés, não discutiu, não catimbou, e principalmente, não teve medo. Apenas jogou. Apenas executou o que havia sido planejado.

Portanto, parabéns pela prata atletas do Brasil! E parabéns ao futebol de ouro dos atletas do México.

Geraldo Guilherme

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Sobre g. g. carsan

comunicador, escritor, fotógrafo e webdesign
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