Céu ou Inferno?

Caros amigos da Serra,

O jogo político já começou e está todo mundo marcando terreno no campo. Isso não para nunca, mas em ano de eleição o bicho pega pra valer. Está todo mundo pensando, sonhando, fazendo contas, trabalhando para conseguir se eleger, reeleger, ou seja, entrar, voltar, continuar no comando.

E você, meu amigo, que vive noutro mundo completamente diferente, você que utiliza os serviços públicos mas não depende diretamente de Prefeitura para sobreviver, que não tem salário, que se considera independente, o que está pensando de tudo isso? Não esqueça que mesmo sem receber salário, tudo que rodeia sua vida, da sua família, do seu município gira em torno da Prefeitura e das políticas que rolam de lá.

Vai chegando a hora de fazer uma avaliação dos candidatos que se apresentam. Disso vai depender se você vai passar os próximos 4 anos no Céu ou no Inferno. É isso mesmo! se escolher bem, vai pro céu. Se escolher errado, vai direto pro inferno.

Por isso é preciso que você faça uma avaliação rigorosa. Investigue se o candidato é confiável. Veja se ele é ficha limpa ou ficha suja. Averigue se é um sanguessuga que só pensa em enricar sem trabalhar ou se é trabalhador. Olhe se é um sujeito com boas amizades ou com muitos problemas com vizinhos e familiares. Avalie o seu histórico em lutas pelas causas sociais, o que já fez pela população enquanto cidadão. Compare tudo isso e tome a sua decisão.

Não venda o seu voto. Quando você vende, o candidato paga e não se sente vinculado a você, pois já pagou. Se você vota por convicção de ser um bom candidato, então você tem o direito de ser retribuído com ações públicas que valorizem as suas condições de cidadão. Pense nisso.

Se for um candidato que já teve mandato (prefeito ou vereador), a avaliação tem que ser mais rigorosa. Tem que ver se trabalhou de verdade, se cumpriu as promessas em pelo menos 70% (pois cumprir tudo é quase impossível), se cumpriu as leis de responsabilidade fiscal, trabalhistas, etc., se aplica com segurança e eficiência os recursos públicos (tem gestor que constrói um aeroporto onde não passa avião), se utiliza os conceitos de impessoalidade (não coloca familiares para receber recurso público), princípio da moralidade, publicidade. Analise com calma, converse com os amigos e vizinhos, com pessoas de sua confiança.

No caso de Vereadores, os eleitores de Dona Inês terão um exercício extra, pois como se sabe, nesse mandato ocorreram muitos problemas entre o executivo e o legislativo e também não houve muita produção. Devemos sempre lembrar que o Vereadores tem que legislar, é uma das suas principais obrigações. Vereador ganha muito bem e tem o dever e a obrigação de trabalhar muito, pois isso é salário de marajá num município como o de Dona Inês, que vive em maior parte do repasse de recursos federais. Então tem que mostrar serviço, ou não merece continuar servindo ao povo.

Portanto, cuidado com os sabidões, com os aproveitadores, com os fantasmas, com os ficha suja. Daqui em diante, estes vão tentar ser anjinhos.

Voltaremos ao assunto em breve.

Geraldo Guilherme, direto para a Voz da Serra.

(imagem: blog PQP – Pra Que Pensar?)

 

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Sobre g. g. carsan

comunicador, escritor, fotógrafo e webdesign
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