HORA DE TENSÃO, ÓDIO E MEDO

Caros amigos,
Alguém duvida que o Brasil, a nossa querida e mal amada Pátria está à beira de um conflito? Basta ver as eleições, os embates vocais e os mimimis, todos em contraponto a corrupção, aos engodos da política, a Lava Jato, tudo movido por uma teia de aranha que envolve e arrebata ‘todo mundo’, tanto é que Ministro sobe, ‘ministro’ cai por falta de reputação, ou pior, por envolvimento com práticas corruptas. O Presidente Temer teme uma convulsão e está mais perdido do que escalador em avalanche no Everest, todo dia com uma história nova que dá errado.
Aí me vem a lembrança o bordão do Ben Grimm, o Coisa, aquele do Quarteto Fantástico: “Está na hora do pau”.
É isso que pode acontecer se passar essa tal de Anistia ao Caixa Dois, é o que pode acontecer se a Lava Jato foi pulverizada e desativada.
Que se mantenha o império da Justiça, mesmo quando derrubar poderosos e grandes marcas, pois haveremos de reconstruir tudo sob o manto da ordem e da moralidade. Vamos manter o foco na feitura da justiça e tudo dará certo. Deus é conosco, pelo certo, pelo justo, pelo digno. Confie.
Por outro lado está acontecendo um desmantelamento, esse justo, justíssimo, da Horda Selvagem, quadrilha enorme, internacional, que abocanha 90% de tudo o que o Brasil produz, deixando o seu povo morrer à míngua em porta de hospitais, em estradas, em tiroteios movidos a crack e em vinganças ocasionadas por esses mesmos problemas.
Parece-me claro que o sistema que aí está faliu, tropeça em si mesmo.
Precisamos de eleições para um novo tempo, com a total e irrestrita saída desses que hoje estão lá. Coloquemos nomes novos, pessoas com conhecimento. O Brasil tem esse potencial. O resto virá com o tempo.
Precisamos rasgar essa Constituição e construir outra mais justa, menos apadrinhadora da minoria hoje representada por uma elite sádica, sempre improdutiva, sempre esfomeada por cargos e salários.
E precisamos de leis rígidas e operantes, de ordem, de direitos claros e possíveis e obrigações com a Nação, enfim, precisamos de controle, de ordenamento, de exemplos firmes. Do jeito que está, tudo solto e tudo livre, parecemos uma boiada sob ameaça constante.
Confio que haverá um momento em que tudo acontecerá.
G. G. Carsan.
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Estou Interessado Nisso – interesse próprio

Começo apostando que você, caro leitor, está interessado em saber o que vou escrever abaixo somente atraído pela palavra interesse, e talvez, quase certamente, termine totalmente desinteressado. O intuito, o objetivo, o alvo é medir o interesse nas coisas.

O mundo é muito complexo, multimídia, ultra diversificado. Centenas de profissões, línguas, países, doenças… milhares de cidades, de animais, de políticos, de presos, de praias… milhões de corruptos, de bandidos, de advogados…  bilhões de pessoas, de estrelas, de cargos. Perceberam como se torna complexo? e então, cada qual vai moldando ao longo da vida os seus interesses nisso, naquilo, isso não interessa, aquele tô fora, disso não quero nem saber.

justa-causa

Mas vivemos num mundo moderno onde tudo está coligado, uma coisa puxa a outra e precisamos estar ligados também, pois tudo o que acontece no Planeta Terra nos atinge e nos afeta, em menor, médio ou maior grau. Sim, verdade. Pode acreditar! Por exemplo, quando o preço do arroz cai lá na China, afeta os preços no resto do Mundo, até chegar no supermercado da esquina da sua rua, numa cidadezinha do interiorzão do Piauí. Quando o preço do petróleo varia alguns centavos lá na Bolsa de Nova Iorque, nos Estados Unidos, vai mexer com os preços do seu orçamento mensal, pois teremos alteração de preços da gasolina (você tem ao menos uma moto, né?), no preço do botijão de gás (você ainda cozinha em casa?) e isso lhe afeta se cozinhar em casa ou se comer fora da mesma forma, pois o restaurante também altera seus preços.

Acontece que a maioria das pessoas só interessa nas coisas mais importantes do seu ‘derredor’ e deixa as outras de lado, não tá nem aí, “que se exploda o Mundo que não me chamo Raimundo”. E faz isso desrespeitando as leis, fazendo de conta que não existe lei, quando é para levar vantagem. E desrespeitando os bons costumes quando as consequências cairão nas costas de outros. Enganando outras pessoas que sejam incapazes de perceber os golpes ou ambiciosas ao ponto de cair em conto do vigário.

Desrespeitando as leis, cito as de trânsito e as de corrupção, que causam tantas mortes, doenças e prejuízos ao país, às famílias. Desrespeito aos bons costumes são as depredações e ataques ao meio ambiente, as sujeiras nas ruas, o embate com o vizinho, o avanço nas propriedades privadas. Enganando pessoas temos o estelionato, as apropriações indevidas, as falsidades ideológicas, os golpes ardilosos de familiares e de autoridades, as fofocas e boatos para derrubar alguém.

Em nome do tal interesse próprio, vemos e ouvimos todos os dias nos noticiários as descobertas de quadrilhas roubando o erário público, as instituições, as associações, as residências. Vemos pessoas, homens adultos, estudados, brancos, com nome de família renomada praticando absurdos contra a lei, contra a ordem, contra Deus, apenasmente para alcançar o que não tem e que também não tem coragem ou ferramentes lícitas para conseguir.

O tal do interesse fez os homens se perderem ao longo do tempo. Colocar o ‘eu’ acima de tudo e de todos levou o homem para um caminho sem glória. Os valores como ética, moral, merecimento, honra, honestidade, altivez, reputação, perderam espaço para ‘o jeitinho brasileiro’, para ‘a lei de Gerson’, para o “quanto pior, melhor’, para o “quero que se exploda’. O que temos contemporaneamente são os valores verdadeiros invertidos, aviltados, pelo avesso, dando lugar aos valores negativos, que tem a falsa virtude de fazer parecer tudo muito bom no curto prazo, que obram resultados rápidos, que permitem sensações novas, porém, que não se sustentam, pois uma vez baseados em pilares falsos, sucumbirão rápida e ruidosamente. Os homens poderosos do interesse próprio, são temidos, odiados, invejados, amaldiçoados, e quando caem, todos aplaudem de pé, pois prezam por sua ruína a cada por-do-sol.

A lição que fica de tudo isso é que podemos sim trilhar um caminho de glória fazendo as coisas direito, com trabalho, determinação, com Deus no coração, com dignidade, com segurança, para colhermos frutos dignos, seguros e firmes. Tudo o que for feito honestamente gerará bons frutos e prazeres eternos. Tudo o que for feito baseado no interesse próprio, pisando terra e gente terá o fracasso como total quando passar a régua.

Quando a gente faz a coisa certa, as escolhas adequadas para uma vivência exemplar, participa da sociedade com ideais de melhorias e desenvolvimento buscando a plenitude de tudo e de todos, os resultados vem, a gente cresce grandemente de forma idônea e altaneira, com a sustentabilidade necessária para ser por toda a vida, e vemos que vale à pena, porque somos respeitados pelo que somos, pelo que fizemos, pelo que representamos.

Reflexão é coisa boa! Isso é do interesse de todos!

G. G. Carsan – novembro de 2016

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De Bunda Para Cima

De Bunda Para Cima

Nem ataque alienígena, nem a III Guerra Mundial e nem o Barcelona na Segunda Divisão do Carioca, não, nada disso é responsável pela mega hecatombe planetária que atingiu a terrolândia na madrugada dessa quarta-feira.
A mega hecatombe foi a eleição de Donald Trump para ser o 45. Presidente dos Estados Unidos, com uma vitória esmagadora sobre Hilary Clinton e arrasadora sobre os institutos de pesquisa americanos, que ficarão no nível de feiticeiros charlatões.
O mega Trump venceu e impôs uma queda livre nas bolsas de valores de todo o mundo e na de apostas de Londres.
Agora o planeta Terra entra numa hibernação incontrolável e ansiedade congênita até a posse de D.T. em janeiro. O mundo vai tremer com esse homem que disse que vem pra fazer os EUA reconquistarem o seu devido valor… e para isso vai impor seu ponto de vista.
No bem ou no mal, vamos ver se consegue.
E para nós, brazucas, as coisas vão apertar. Visto só de olho e entrada só de cinema em casa. Ele prometeu endurecer as relações com os latinos e aliados que somente sugam os americanos.
Alguma coisa há de melhorar, pois os americanos nunca foram bonzinhos conosco, sempre fizeram prevalecer o seu ponto de vista armado.

G. G. Carsan

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Brasil – Mundo Cão levou Vivianny Crisley

Agora foi ela, foi a amiga Vivianny que nós perdemos, a família perdeu a filha, a irmã, a mãe, a tia. A empresa perdeu uma ótima empregada. A cidade, o Estado, o País perdeu mais uma cidadã. Uma mulher cuja vida foi abruptamente ceifada e largada num matagal nas proximidades, na periferia de Jampa City.

Depois de quase um mês desaparecida, de muitos movimentos e pressão comunitária, como se vê na imagem, apelos diários na TV, surgiu um telefonema anônimo e um corpo foi encontrado. Agora a justiça entra em cena. Objetivo: pegar o assassino.

Mas não basta! temos que forçar o governo a nos proteger. Vivemos em guerra civil declarada entre os cidadãos de bem e o mundo do crime, uma guerra disfarçada por estatísticas. Se as polícias não dão conta, então precisamos do Exército nas ruas. Precisamos de mais verba para combater o crime.

De que adianta educação e saúde com altos orçamentos se a população morre à míngua por homicídios e acidentes às centenas de milhares todos os anos, gerando além do prejuízo incalculável, o esfacelamento e desestruturação das famílias? Os fatores medo, insegurança, incerteza, geram doenças, geram stress, geram submissão ao tráfico.

O que temos é um país de trabalhadores civis amedrontados morando em casas-fortalezas eletrificadas e protegidas por cães e segurança privada e bandidos-milícia soltos mandando e desmandando nas ruas de todos os rincões nacionais. Tomaram conta de tudo.

O que vemos é o governo comemorar quando os índices, que não são confiáveis, não mesmo, pois conhecemos a arte de maquiar números e estatísticas para enrolar, ludibriar e acalmar a população, caem um, dois pontos percentuais. O que significa para quem perdeu um ente querido que em 2016 tenha havido menos 2 mortes do que em 2015, sendo que ao todo morreram mais de 50 mil pessoas assassinadas em cada ano? É trágico ou não?

Agora ficar reclamando e chorando e mandando pêsames em redes sociais não resolve. Ajuda a mostrar o problema, mas como é um problema de todos, então todos tem que ir pras ruas exigir, não é pedir, mais segurança, muito mais segurança. Enquanto ficarmos só falando, não farão nada. E ao mesmo tempo precisamos da reforma do Código Penal, para ser muito mais duro e rápido na aplicação da lei. Taí, pra manter essa nova máquina trabalhando precisaremos pagar mais, e acredito que todos pagarão um pouco mais de impostos se for para ter uma vida segura e tranquila.

Avante, amigos! que a morte covarde de Vivianny Crisley sirva de pontapé inicial para uma mudança nesse Brasil.

Uma pergunta que fica: Qual o Brasil que nós queremos?

Descanse em paz amiga, lembraremos esse seu sorriso e alegria de viver. Minhas condolências à sua família. Deus lhe dê o merecido consolo.

G. G. Carsan, enlutado, entristecido, enraivecido.

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Atletas do Presente?

Que atletas são esses?
Passando pela praça perto de casa, uma turma jogando uma pelada animada de futsal, só ouvia a gritaria. Uma certa plateia acompanhando, inclusive algumas mulheres, crianças por perto, do lado dois quiosques com várias mesas ocupadas, outras pessoas caminhando no entorno e várias crianças jogando bola do lado de fora da quadra. Aproximei-me para ver um pouco.
Fiquei atônito, fiquei surpreso, fiquei sem saber onde meter a cara.
Sim, foi o nome dos atletas, dos jogadores. Pelo que pude perceber depois de uns 10 minutos assistindo foi que:
1 – um dos times era composto por Buceta, Caralho, Porra, Misera e Caralho.
2 – no outro time estavam Caralho, Porra, Buceta, Caralho e Misera.
Com estes nomes eles se dirigiam uns aos outros. Ah, eles não usavam bola pra jogar. Lembro que ouvi Caralho (time 2) gritando: chuta essa Merda, seu Buceta. Dependendo da Porra que falava era possível saber a que Buceta se referia. E o Caralho corria solto.
Tudo isso em alto e bom som, na praça do bairro. Significa que se tornou normal. Ninguém liga mais. Confesso que fiquei alarmado, envergonhado, descrente do mundo que ajudei a construir.
Obs: quando criança, levei alguns tapas na boca, da minha mãe, quando falava um palavrão. Então aprendi a evitar de todo modo.
Aí lembrei que isso começou no futebol profissional. Lembro de um técnico famoso de iniciais W. L. gritando com os atletas do seu time sem tirar o ‘caralho’ da boca, numa partida transmitida para todo o Brasil.
Desculpem os palavrões, mas eu não podia deixar de escrever isso, para ligar o alerta amarelo. Nossos atletas estão jogando uma bola quadrada.
Diante desses péssimos exemplos, subscrevo-me sem qualquer atenciosamente,
G. G. Carsan
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CONFRARIA SOL DAS LETRAS SOBE A SERRA DE DONA INÊS

Sinopse: (Evento  I Mostra de Práticas Leitoras em Dona Inês, PB., promovido pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SEMEC) e convidados a Confraria Sol das Letras, o poeta local Mariano Ferreira e representante do Grupo Atitude, da cidade de Caiçara, Jocelino Tomaz. Debate em torno do tema: “Ações da Confraria Sol das Letras para o Fortalecimento do Meio Literário na Paraiba”. Na tarde desse dia 21 de outubro de 2016).

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A tarde desse dia 21 de outubro de 2016 deixará marcas indeléveis para os participantes da I Mostra de Práticas Leitoras – Livro vai… Livro vem… Eu leio e você também… na apresentação da Confraria Sol das Letras, na cidade de Dona Inês, PB.20161021_163735

O evento promovido pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SEMEC) aconteceu no ginásio do colégio Senador Humberto Lucena, onde a Secretária Ieda Freire, a Diretora da Escola Irani Frazão e os professores das redes municipal e estadual realizaram todo um dia de trabalhos voltados para a importância da leitura e o envolvimento do alunado visitando o local e participando de práticas leitoras bastante interessantes, visando o bem-estar proporcionado pela leitura, a vivência com livros, experiências inusitadas e indução ao assunto através de exemplos variados (teatro, recitais, apresentações, brincadeiras, papo de roda, etc).

Os componentes da Confraria Sol das Letras que subiram a Serra foram Helder Moura (presidente e escritor), Juca Pontes (vice-presidente, poeta e editor), Solange Gualberto (poetisa) e Gustavo Guimarães (poeta), Livraria do Luiz (representada por Daniel).

A chegada na cidade aconteceu às 14 horas e foi servido, na Secretaria citada, onde houve a recepção alegre de Dorita Lima, que serviu um lanche rápido e entregou camisetas personalizadas do evento para os convidados. Depois todos seguiram para o local do evento. (A saída de João Pessoa foi às 11:30h, num carro fretado pela SEMEC e, um outro veículo, também fez o traslado).

O grupo chegou no evento no exato momento em que se fazia a entrega da premiação do Concurso de Leitura. Em seguida, exibiu-se um vídeo com um resumo das atividades da parte da manhã e foi formada a mesa com o tema “Ações da Confraria Sol das Letras para o Fortalecimento do Meio Literário na Paraíba“. Para a mesa foram convidados o poeta local Mariano Ferreira e o representante do Grupo Atitude, da cidade de Caiçara, Jocelino Tomaz. Os trabalhos foram moderados por G. G. Carsan, escritor local, que fizera a ponte SEMEC – Sol das Letras. Foram entregues lembrancinhas para os componentes e ‘certificado participação‘.

Geraldo Guilherme, que utiliza o pseudônimo G. G. Carsan no campo literário, abriu os trabalhos falando do prazer de estar no meio de um evento tão importante para a literatura em sua cidade; da importância e da necessidade de haver o incentivo à leitura para as crianças e jovens, pois como afirmou “Quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê”, que é mensagem atribuída a Monteiro Lobato; e de agradecer à Secretaria pelo convite e aos convidados por aceitarem estar ali, em plena sexta-feira, deixando seus afazeres profissionais, para levar conhecimento e experiências para a platéia formada principalmentemente por professores, que serão difusores do que veio a seguir.

Em seguida a palavra foi passada para Helder Moura, jornalista, escritor, presidente do Grupo que há 3 anos realiza com grande sucesso, o evento Por do Sol Literário, com mais de 50 lançamentos de livros, mais de 30 resgates de escritores importantes e esquecidos, e criador de nova efervescência da literatura paraibana. A palavra inicial foi de profundo reconhecimento da grandiosidade do evento organizado, com os painéis, com o material escolhido, com o entendimento dos professores envolvidos, com a quente acolhida dos presentes para com o grupo e confessou estar surpreso, que numa cidadezinha como Dona Inês pudesse haver tanta pujança literária., conforme pudera ver ao conversar rapidamente com o poeta Mariano Ferreira. Helder contou como o Grupo foi criado, da necessidade de afirmar a Paraíba no cenário literário nacional, pois mesmo com grandes autores e ótimas obras, não é reconhecido, como constatou numa feira literária em Frankfurt, na Alemanha – e que precisamos mudar esse quadro – e algo muito importante está sendo feito, que é envolver os autores, levar a boa nova aos leitores, realizar e participar de eventos como esse. O escritor falou de sua obra, O Incrível Testamento de Dom Agapito“, que está na quarta edição, de como foi a luta para publicar e do sucesso que vinha alcançando.

A palavra passou para os demais autores na mesa. Gustavo Guimarães se apresentou e falou de sua obra Versos Ressequidos – Retrato Poético da Seca. É um livro triste que procura a alegria. A tristeza do povo brasileiro é uma licença poética (da sinopse). O jovem autor se garante pela simpatia e pela segurança que passa nas palavras e nos seus textos, chegando a improvisar enquanto informa e arrancando a imediata aceitação.

Juca Pontes, a quem podemos chamar de decano literário, por suas investidas editoriais das mais altas montas, e poeta reconhecido, apresentou Ciclo Vegetal. Nessa obra o escritor constrói uma espécie de viagem memorialista perpassando por lugares que conheceu e viveu na Paraíba usando o rio e o mar como fios condutores. “O caminho do rio sempre esteve presente na minha imagem de criança, ver o rio e observar o mar”. Diz Juca. Neste livro, os poemas são no formato haicai – usado pelos poetas japoneses ao longo dos séculos.

A poetisa Solange Gualberto se apresentou apresentando o seu livro O Que te Digo da Vida, livro de poesias que a lançou no mundo literário. A psicóloga que atua na área educacional falou da sua obra, recitou alguns versos e conclamou os professores a abraçarem a causa.

Em sua fala, o convidado Jocelino Tomaz discorreu sobre o Grupo Atitude, da cidade de Caiçara, cognominada Cidade da Leitura, como começou, como cresceu e como atua no incentivo a leitura e na elevação do nome de sua cidade a níveis inimagináveis no cenário cultural. Apresentou um vídeo com as atividades, apresentou três companheiros que estavam consigo e disse o mais importante no sentido de incentivar: “Se nós conseguimos, vocês também conseguem, e já estão muito bem encaminhados, pois também fiquei surpreso com tantos resultados dessa culminância literária”. Realmente, o Grupo tem feito um grande trabalho e levado e elevado o nome da cidade a patamares orgulhantes, como citado: o grupo estava carregando a tocha olímpica, o grupo estava nas olimpíadas, o grupo participa de eventos na capital, enfim, o grupo não para (com a barraca na feira todo sábado, com os eventos constantes, com a biblioteca, etc).

Por fim, o poeta da casa, Mariano Ferreira, o professor, o paisagista, o ambientalista, fechou a fala dos convidados, do alto de seus mais de 30 cordéis publicados, dos projetos como a maleta do cordel e tantas palestras nas escolas. Falou da importância das letras na vida das pessoas, citou grandes pensadores, do momento de ter aquela mesa falando de literatura em Dona Inês. Mariano lançou um mote: Em mesa de poeta, o cardápio é poesia. E causou sensação ao improvisar alguns versos. Nisso, foi acompanhado por Gustavo Guimarães, que embalado no mote, também versejou para a platéia.

E a platéia formada, como dito, de professores? Uma parte estava conferindo (e comprando) os livros levados pela Livraria do Luiz, dos autores presentes e de outros, e outra parte seguia atenta cada palestrante, claro e chegou à mesa perguntas ou pedidos de esclarecimentos, conforme abaixo:

  • Acredito que todos os escritores passam por dificuldades durante a edição de suas obras. Quais são essas dificuldades durante e depois? O escritor Helder Moura levantou a mão e respondeu: a busca por um editor é difícil, eu enviei meu texto para 9 editoras e somente uma, de Portugal se interessou. Muita gente não consegue editora e banca a produção do livro. Quando tem editora, geralmente tem distribuição nas livrarias. Quando é produção independente, o próprio autor vende direto por internet, deixando em pontos de vendas.
  • A leitura abrande vários públicos, de diferentes meios sociais, qual o público alvo de cada um de vocês? Gustavo Guimarães respondeu essa, dizendo que o seu público era ‘todo mundo’, pois seus versos falam da dureza enfrentada pelo homem nordestino e isso se aplica a todos. G. G. Carsan disse que seus livros são para um público específico, pois 3 livros escritos são direcionados para colecionadores de quadrinhos de um determinado personagem – o Tex.
  • Qual o objetivo de escrever? desde quando vocês escrevem? o que os motivou a escrever? Tanto Gustavo Guimarães como Solange Gualberto disseram que escrever, para eles, é como respirar, vem de longe, de muitas leituras, do meio em que vivem, de ler muito, de estudar muito, e então, surge a vontade, a necessidade de deixar uma marca indelével de suas ideias, de seus conhecimentos.
  • Qual o legado que a escrita e a leitura deixa em suas vidas? Helder Moura disse que tudo o que tem e representa advém das leituras, seja profissionalmente, seja como pessoa, e agora como autor. As letras são suas ferramentas de trabalho. E isso traz um reconhecimento que se torna inapagável.  G. G. Carsan disse que os autores não se vão, pois suas obras estarão presentes.
  • Como é feita a adequação do que vocês escrevem com a realidade virtual com que concorrem? Mariano Ferreira falou da luta entre escrever a realidade que nos cerca com o que as mídias jogam sobre o povo, confundindo as realidades. Jocelino Tomaz citou o trabalho realizado para conscientizar a população contra o uso exacerbado de mídias sociais. Na verdade todo mundo tenta se adequar.
  • Qual seria a melhor maneira de criar e publicar um livro? Tanto Helder Moura quanto Gustavo Guimarães responderam que é escrever, escrever, colocar as ideias pra fora, ordená-las, arrumá-las e colocar ao crivo de um editor, ou arregaçar as mangas e financiar o próprio sonho e desejo. G. G. Carsan citou que existem livros que orientam como preparar um livro e serve de boa condução para um novato e que muitos autores começam pela aceitação dos seus textos pelos amigos. Atualmente, muita gente publica parte de seus textos na internet e dependendo da aceitação (curtidas e comentários) parte em busca de publicação.

Durante as falas dos personagens, livros foram sendo doados. Juca Pontes abriu essa parte, oferecendo um livro para quem viesse ler um texto da escritora Ana Paula Cavalcante Ramalho, do grupo, autora de A Nudez de Laura, que não pode estar presente (A diretora Irani Frazão leu e recebeu a obra de Juca. Depois mais um livro coletânea Travessia Lírica do Sol das Letras (com textos dos autores). Helder Moura ofereceu dois livros, para quem viesse comentar um livro lido e fizesse uma sinopse, e um aluno e uma professora realizaram essa façanha. E ao final, houve uma sessão de autógrafos, pois quem adquirira os livros queria falar com os autores escolhidos, e uma foto. (Uma foto aqui, por favor!!!). G. G. Carsan distribuiu marcadores de páginas com algumas pessoas, professores, da platéia (Romoaldo, Guelma, Dapaz, Espedito, Lucineide, Irani, Tayse, Manassés e Ieda Freire)

Duas ideias que foram plantadas durante o evento:

1 – A SEMEC viabilizar a produção de um livro dos alunos, anualmente, criando os meios para tal, seja individual, coletânea, etc., para realmente incentivar e criar uma história que futuramente será muito rica e representativa. (por G. G. Carsan)

2 – O Sol das Letras fez o convite para que Dona Inês participe do Por do Sol Literário, que ocorre mensalmente, na Academia Paraibana de Letras, levando uma comitiva, para ver, aprender, confabular e vivenciar o evento, e assim, criar mais gosto pela literatura. (por Helder Moura).

Era hora de encerrar por ali, chegávamos às 17 horas. Então fez-se uma corrida ao Museu Municipal e Memorial do Homem do Campo, ali perto, onde nos esperava a servidora Rosa Lídia Toscano, onde os convidados puderam, sob a cura do poeta Mariano Ferreira, conhecer a história desse importante ente cultural que vai se firmando na Paraíba (Dona Inês é a 14ª. cidade paraibana a ter um museu. E este é o 42ª. museu do Estado). Mariano apresentou os jardins, a casa de farinha e seus equipamentos; abriu as portas e janelas da casa de taipas, mobiliada com objetos muito antigos; mostrou a fonte que há no local;  o local onde terá o memorial da pedra (em construção); e adentrou no Museu, onde variadas peças de mobília e de utensílios, e imagens, e toda sorte de objetos de uso doméstico e uso comercial estão expostos. Enquanto apresentava, contava da labuta incansável para conseguir as peças, do investimento municipal com recursos próprios e etc.

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A próxima incursão foi na Biblioteca Municipal, localizada no mesmo local, recheada de livros, onde o poeta pode contar a história da pequena Amanda, grande leitora, que leu 136 livros em um ano e foi motivo de matéria no site municipal e ganhou um brinde: só poderia ser um livro.

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Os nobres visitantes estavam maravilhados e exclamavam elogios a todo instante, com palavras de incentivo, de aplauso, de louvor. Mas ainda havia a visita à Praça do Trabalhador, em final de reforma, que recebeu novo visual, assinado justamente pelo poeta paisagista Mariano Ferreira, com jardins, gramado, árvores da região (cactos), pedras de rios locais, etc.  A praça realmente, está ficando um brinco! expressão usada para afirmar coisa bonita. Era mais um bom momento para fotografias e elas aconteceram.

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Mas havia outra coisa: G. G. Carsan sentiu que poderia aumentar o convívio autoral dos convidados com o poeta e sua esposa Rosângela Santos e perguntou se ele não teria um vinho gelado em sua suntuosa residência para irmos todos degustar. Ele tinha! Fomos todos. Mas não solamente o vinho que Carsan queria mostrar, e sim o magnífico Jardins Suspensos Irmão Sol e Irmã Lua de pedras e floríferas que tem lá, num local alto, descampado, onde, ao lado tem uma laje que serve de camarote na ocorrência das festas locais. No jardim tem uma gruta dedicada a São Francisco. E na laje, sob o vento frio da Serra ainda às 18:30, lá de 520 metros de altitude, acompanhado por queijo branco e azeitonas, curtimos um papo 10 dos menestréis das letras. Pelo que se ouviu, ficou todo mundo com vontade de retornar, principalmente em Junho/Julho, quando a Serra aponta de 14 a 20 graus durante a noite. E não há melhor lugar para se falar de poemas, de romances, e fazer recitais e improvisos, noite adentro.

Para ser completo, é preciso sair de barriga cheia. E estávamos convidados pela Secretaria Ieda Freire para participar de um jantar que seria oferecido aos Professores, em comemoração ao seu dia, passado. E lá fomos nós para o Colégio Humberto Lucena, onde fomos bem recebidos mais uma fez. Aconteceram algumas fotos e foi servido o jantar. O prefeito eleito João Idalino e a esposa Noélia estiveram lá puderam ser apresentados aos visitantes ilustres e fizeram uma fotografia para ficar registrado.

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Após o jantar, era hora de enfrentar a viagem de volta à Capital e depois de efusivas despedidas, agradecimentos mútuos, os convidados viajaram, enquanto a festa dos professores prosseguiria por mais algumas horas, ao som contagiante de Neco Lobão.

De minha parte, iniciei agradecendo e encerro agradecendo pela confiança da Secretária Ieda Freire e carinho de todos em receber bem, em criar o espaço para tão brilhante evento e aos companheiros do Sol das Letras, que também confiaram no convite e se dispuseram a viajar e a levar os seus conhecimentos. Por fim, repetir da minha alegria e do meu orgulho em mais uma vez servir a minha terra querida, nossa Serra Encantada, encantadora, e que venham novos eventos, oportunidades e trabalho em prol de Dona Inês. Foi assim que eu vi. Quem quiser que conte outra! – e use os comentários!

Texto: G. G. Carsan, especial para a Voz da Serra

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Fotos do Evento (Manhã):i-mostra-8 i-mostra-7 i-mostra-6 i-mostra-5 i-mostra-4 i-mostra-3 i-mostra-10

# Fotos do Museu:

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  • Fotos do Jardim Suspenso Irmão Sol Irmã Lua20160624_093157 20160624_093231 20160625_083131 20160625_083216
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A Queda do Clã Maranhão nas Ararunas

Quando, em 2008, Antonio Justino venceu Luís José e decretou o fim de uma Era na política de Dona Inês, o Mundo quase veio abaixo.
Quando, em 2012, Cícero venceu Hugo Alves por apenas 1 voto, a antiga Caiçara quase implodiu e foi parar em Marte.
Grandes vitórias, inesquecíveis vitórias, importantes vitórias…
Mas, do alto da branquidão dos meus fios de cabelo e olhando para o Oeste cinzento das Ararunas, instigado pelo heroísmo de grandes conquistadores como Gengis Khan, Tamerlão e Átila, que dominaram vastos impérios em Eras Passadas, curvo-me e quedo-me a imaginar a dimensão, a densidade e a importância do resultado da eleição de Araruna, na PB, onde Vital Costa, depois de várias lutas eleitorais, conseguiu desbancar o Clã Targino Maranhão.
Desde que o poder do Barão de Araruna foi tomado pelos Targino Maranhão, há mais de 60 anos, que não se ouvia tamanha zoada para aquelas bandas.
Vital Costa venceu Luiz Azevedo por 1.443 votos na disputa eleitoral para Prefeito em  2 de outubro de 2016. Tá, e daí?
Daí que Vital Costa venceu o candidato do Clã Maranhão e alguém sabe o peso desse Clã na política brasileira?
Cumpre, cabe, é necessário dizer, que Vital Costa venceu o poderosíssimo Senador José Maranhão de já foi deputado estadual, deputado federal, vice-governador e governador do estado da Paraíba em três ocasiões; que venceu o Deputado Federal Benjamim Maranhão; que venceu a Deputada Estadual Olenka Maranhão, e que venceu a eterna Prefeita de Araruna Vilma Maranhão.
A força, o poderio, as influências do Clã Maranhão é tão grande quanto aquelas de José Sarney no Maranhão, de Jáder Barbalho no Pará, de Tancredo Neves em Minas Gerais.
Mas quando as coisas tendem a degringolar fica difícil segurar. Vital Costa aproveitou o momento em que nenhum ente sanguíneo podia concorrer, colocando um indicado do grupo, o que fez com que perdesse força. Um sinal da mudança dos ventos foi a notícia de que três dias antes da eleição, o todo-poderoso Senador José Maranhão foi obrigado a deixar o Aeroporto de Araruna (construído sob o seu governo estadual apenas para receber a sua aeronave) por uma viela secundária, ao ser confrontado por cidadãos incomodados com a sua presença. Isso não é legal, mas mostra o grau de desaprovação e desgaste que conquistou.
Diz-se que o Povo não aguentava mais, porém não tinha forças para lutar. Lógico que existe os seguidores do Clã que defendem suas conquistas com a vida. Isso é natural.
Por isso afirmar que Vital Costa fez igual a Davi contra Golias e se tornou um Grande como Alexandre, que conquistou vastos impérios.
E vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos. Maranhão volta na próxima? Vital conseguirá um bom governo? O que vem por aí?
G. G. Carsan
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Eleição é Tempo de…

Caros amigos, estamos na corrida das eleições municipais em todo o Brasil e tem umas coisas que precisam ser lembradas, para que ninguém se iluda pensando que é bobagem a guerrinha que se faz nesse período.

Claro que o pleito passa e sobram os vencedores e os vencidos, aquela chateação para estes, e todos passam a ser os cidadãos de sempre perante a gestão (ou deveria ser assim), com os mesmos direitos e deveres, pois a fatia dos recursos é formada pelos impostos de todos, e como tal, deve ser repartida de forma equânime.

Protestos 15 de março em São Paulo

Cada um pede o seu

Durante o período de campanha, o que se observa é a divisão das forças políticas (e os agrupamentos) visando garantir o poder a ferro e fogo. Sim, de qualquer forma. E o povão segue firme nessa linha porque precisa garantir a sua sobrevivência. É o emprego de um pai de família, é a tentativa de garantir trabalho para uma filha, é a aspiração a um contrato de prestação de serviço, é a facilidade quando precisar de um medicamento ou de um transporte, é a participação nas licitações, é estar perto do poder, etc.

Tempo de eleições é hora de batalhar para conseguir a vitória. Seja a vitória da ideologia, do plano de governo, do ser mais forte do que o outro, da disputa pessoal entre pessoas que não se entendem. Para isso, as partes, tanto candidatos quanto eleitores partem para o tudo ou nada. São agressões verbais, lavagem de roupa suja, ações na justiça, demonstrações de força em comícios e carreatas, acusações de toda sorte, golpes baixos, brigas, tiros e até mortes.

Outro fator importante nessa época é a aplicação, o investimento, o gasto do candidato para se eleger, queimando quantidade impressionante de capital próprio e de doações de terceiros, seja com compra direta de votos, seja com estrutura. Isso serve para mascarar a eleição e nem sempre se elege o melhor, mas sim aquele que tem mais recursos. E depois de eleito, ele vai correr atrás de recuperar os gastos, com juros e correção.

Então, ninguém se engane pensando que eleição é uma bobagem. A luta é real, a briga é de verdade e ali está a real oportunidade de alguém subir alguns degraus na vida, de forma mais fácil e rápida, ou ficar para trás vendo outros levar as vantagens que poderiam ser suas.

De modo genérico, algumas pessoas antipatizam com um partido ou candidato não por ideologia ou projeto, mas simplesmente porque um desafeto faz parte daquele grupo, mesmo que seja um simples eleitor, às vezes um vizinho antipático. Outras escolhem um lado ou posição porque não foram atendidas na única vez que foram pedir algo na Prefeitura.

Eleição é tempo de luta por posição na hierarquia municipal, acontece em toda parte, sem tirar nem por, e conclui-se que o processo rola durante todo o mandato, quando os eleitores vão marcando posições e tomando atitudes, que lhes levam aonde melhor lhes aprouver. Não é à toa que muitos cidadãos passam 4 anos de um lado, combatendo, falando mal, xingando,  e perto do pleito eleitoral, aderem ao lado adversário, tendo em vista as benesses… e não pasmem, chegam posando de bons moços, geralmente apresentando condições, visibilidade e angariando espaços – na verdade causando um problema na nova casa, pois ocuparão espaço que eram de correligionários certos e valorosos – alguns fazem o caminho inverso, desgostosos com a nova realidade.

Enfim, a eleição é um jogo importante, de grandes movimentos de poderes, com o povo em combate aberto e viril, buscando garantias de melhorar suas vidas, de modo muito individualista, sem se importar muito com políticas públicas, com avanços sociais, etc… pois isso vem em segundo plano. Primeiro eu.

G. G. Carsan, para A Voz da Serra.

 

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Brasil Mergulha no Buraco – de vez!

Das séries “Brasil Mergulha no Buraco” – 28 e “Legado de Governos Irresponsáveis” – 17

brasil-no-buraco

agradecimento a: maceio.com.br pela imagem

Como dizia a minha mãe “Menino, não faça isso” e logo depois da porcaria feita “Não foi falta de aviso, agora venha cá apanhar”.

É sem orgulho algum no peito, é sem o brio dos guerreiros invencíveis de Agamenon, é com a alma enlameada na vergonha, que brado em alto som:
O Brasil quebrouuuuuuuuuuuuuuu!
Os Governadores jogaram a toalha!

Quem manda é o Capital, sim, internacional. E disseram: Dinheiro pra Copa, tem! Dinheiro pra Olimpíada, tem! Dinheiro pro povo, não tem!

O resto é conversa fiada! um grande, enorme circo, um picadeiro sem confins repleto de palhaçóides bobalhões que atendem na forma plurálica de ‘nós’.

Em tempo de crise planetária, resolveram acabar com o Norte-Nordeste. Centro Oeste dar-se um jeito.

O capital é internacional, os donos estão nem aí pra nós. Mas os nossos representantes, SÃO UNS VENDIDOS, TRAIDORES, COVARDES. Deixaram um oásis secar, permitiram um paraíso tornar-se deserto. Pensaram apenas em si e abandonaram o povo à própria sorte.

Vejamos a declaração de faz-de-conta que emitiram na Bacia das Almas, como se os 7 Bilhões fossem resolver os graves problemas de uma economia que não se sabe quando volta a respirar, imagine quando volta a crescer.

Vergonha, vergonha, vergonha!

SEM AJUDA EMERGENCIAL, 20 GOVERNADORES AMEAÇAM DECRETAR CALAMIDADE

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A ONDA AZUL 55 – JOÃO E DEMÉTRIO

A ONDA AZUL 55 SOLTOU O GRITO: É JOÃO! É JOÃO! É JOÃO!

“O povo de Dona Inês deu mais uma clara demonstração que sabe o que quer e de que lado está”

A recepção alegre, feliz e espontânea ao candidato João Idalino durante um passeio pela concentração antes da passeata serve de prova incontestável da aceitação, aprovação e carisma que Ele tem no seio da maioria. O clima era de festa com música, risos, fogos, barulho e animação. O clima estava favorável e todo mundo queria descer a avenida.

Quando a onda azul começou a descer pelo rio da emoção percebeu-se que havia muito sentimento envolvido. O povão desceu com alegria no rosto, firmeza nos pés e força nas gargantas, com gritos de alegria e euforia, poucas vezes vistas (lembrei-me da passeata da vitória de Antonio Justino em 2008, que foi de arrepiar). Ali, além da demonstração de vitória pessoal de cada um, estava visível o desejo maior de que a Prefeitura continue com o Grupo que vem ‘semeando um futuro melhor’. Ficou bastante claro que a maioria aprova essa continuidade.

“Quando o povão desceu a avenida parecia uma avalanche do Velho Curimataú quando tem inverno bom!”

Ao ver as fotos, não observemos apenas a grande multidão tentando contar o número de pessoas. Fique atento para a alegria, para o semblante e para quem estava lá, sim, para quem estava lá fazendo essa grande demonstração de apoio aos candidatos. Estavam lá funcionários sim, pois são cidadãos, tem direito a voto, tem direito a escolher e melhor do que ninguém sabem se está bom e deve continuar ou não. Estavam lá pessoas simples, famílias inteiras com seu casaco e seu boné na cabeça, vindas dos quatro cantos do município, trazer seu apoio. Estavam lá idosos que torcem pela continuidade porque encontraram apoio e respeito na administração que está aí. Estavam lá pais carregando seus filhos pequenos no colo ou no pescoço para levar o seu apoio irrestrito. Estavam lá muitos jovens que apoiam porque estão sendo bem tratados através das políticas públicas e sabem que não podem perder esses benefícios. Estavam lá vários comerciantes ambulantes aproveitando o ensejo para faturar e aumentar a sua renda.

“Ôh Oh Ôh! Ôh Oh Ôh! Alegria! Alegria!”

Os candidatos discursaram com voz firme, os vereadores apresentando suas plataformas e pedindo o voto, com suas bases no meio do povo soltando o grito. Esteve presente o Deputado Federal Rômulo Gouveia e a Deputada Eva Gouveia, dupla que tem carimbado emendas que beneficiam o município. O Prefeito Antonio Justino, fechou a noite com um discurso digno de quem trabalhou muito em 8 anos de mandato, enumerando as principais realizações nas diversas áreas e diga-se de passagem, se constituindo num potencial candidato a Deputado Estadual nas próximas eleições em 2018, (abalizado pelo perfil e competência, pelas obras realizadas, pela falta de deputados competentes e comprometidos na região). João e Demétrio se comprometeram a continuar o trabalho que vem sendo posto em prática desde 2009 e garantiram muito trabalho e desenvolvimento, de forma incansável, todos os dias.

“Quem vota em João, dá um grito aé!”

E por tudo isso, o povo estava lá em nome da democracia e pela continuidade, assinando em baixo como se já fosse o voto no dia 2 de outubro, confirmando sem medo que confiam, aprovam e estão com João e Demétrio 55 para o que der e vier.

“Pode anotar aí, vai ser uma maioria esmagadora, Guilherme, mais de mil”

  1. G. G. Carsan (Geraldo Guilherme) para a Voz da Serra.
  2. Dona Inês nas Eleições Municipais 2016.
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